As Espécies

Nos nossos passeios é possível encontrar quatro grandes grupos de animais:

Cetáceos, que consistem em golfinhos e baleias. Os golfinhos são as principais espécies observadas mas baleias e botos são também possíveis de encontrar. São o único grupo de mamíferos marinhos frequentemente observado em Portugal. Existem pelo menos 14 espécies de cetáceos que ocorrem nas águas de Portugal continental.

Aves, como aves estuarinas tais como colhereiros, maçaricos, garças, flamingos, águias pesqueiras ou marinhas como, corvos-marinhos, alcatrazes, cagarras, moleiros, painhos.

Tartarugas marinhas, as únicas representantes do grupo dos répteis marinhos, das quais a tartaruga comum é a mais frequente.

Peixes, salientam-se os grandes pelágicos como peixes-lua, tubarões e espadartes. Uma enorme variedade de peixes poderão ser observados durante snorkelling.

Invertebrados, principalmente as medusas que são avistadas durante os passeios. Uma enorme variedade de invertebrados poderão ser observados durante snorkelling, tais como: polvos, chocos, anémonas, nudibrânquios, ouriços, pepinos e estrelas-do-mar.


Cetáceos

O golfinho-comum (Delphinus delphis) é a espécie mais provável de se avistar nos passeios e são fáceis de localizar por saltarem frequentemente. São curiosos e aproximam-se das embarcações passando bastante tempo a acompanhar à proa.

Identificam-se pela distinta mancha amarela em forma de ampulheta.

Esta espécie desloca-se e alimenta-se na coluna de água, e normalmente agregam-se em grupos de 10-30 indivíduos. No entanto é frequente avistar grupos que ultrapassam uma centena de indivíduos.

Estes golfinhos são a espécie mais comum a entrar no rio Tejo.

O golfinho roaz-corvineiro (Trusipos truncatus) é a segunda espécie mais comum. Normalmente avistam-se perto de costa

e são mais discretos que os golfinhos comuns.

Distinguem-se pelo tamanho que ultrapassa o dobro das outras espécies de golfinhos.

Esta espécie desloca-se e alimenta-se tanto da coluna de água como no fundo. Geralmente ocorrem em grupos de 10-30 indivíduos mas atingem grupos que atingem uma centena de indivíduos.

Portugal tem a mais pequena população residente da Europa, 30 golfinhos roazes, que vivem no Estuário do Sado e áreas adjacentes. Esta espécie a a 2ª mais comum de ser observada no rio Tejo.

Esta espécie está listada na lista de espécies protegidas pela União Europeia, e por isso o seu estudo científico e monitorização são tarefas cruciais para a sua conservação.

O golfinho-riscado (Stenella coeruleoalba) é mais frequente em águas mais profundas e longe de costa.

Distinguem-se pela característica “pincelada” de cor clara na barbatana dorsal.

Esta espécie desloca-se e alimenta-se na coluna de água, e costumam ocorrer associados a grupos de golfinhos-comuns.

A baleia-anã (Balaenoptera acutorostrata) é a baleia mais comum nas águas costeiras portuguesas, e como o nome indica é a espécie mais pequena de baleia de barbas do Hemisfério Norte. Devido à sua pequena dimensão, o seu sopro é difícil de observar, tornando-a uma espécie discreta de baleia. Distingue-se das outras baleias pelo tamanho reduzido e barbatanas peitorais brancas.

Na região aparentam estar de passagem, normalmente são animais solitários ou andam em pares.

O boto (Pocoena phocoena) pode parecer um golfinho mas é membro de uma família de cetáceos diferente, a família dos botos. A sua distribuição é restrita a águas pouco profundas mas é extremamente discreto, geralmente evita as embarcações e é um dos cetáceos mais pequenos que se conhecem.

Distinguem-se pelo reduzido tamanho, mergulho muito “encarpado” e barbatana dorsal quase triangular.

Normalmente são solitários ou andam em pares.

O boto também está listado na lista de espécies protegidas pela União Europeia, e por isso o seu estudo científico e monitorização são tarefas cruciais para a sua conservação.

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