Quem são os golfinhos do Tejo


Têm sido avistados golfinho com frequência no rio Tejo há já 50 dias. É incrível a frequência dia a dia que golfinhos-comuns são vistos tão perto do centro da cidade.

‘grupo central’ em 2020

Durante este período, ficou claro que todos estes avistamentos não passam de apenas uma visita, pois os grupos retornam ao Mar rapidamente após uma refeição no Tejo. Este comportamento vai de encontro aos dados dos anos anteriores, apenas com uma frequência maior.

Há muitas razões que podem explicar este fenómeno e, muito provavelmente, não será apenas um. Mantemos uma posição firme na hipótese da fonte de alimento como o fator mais pesado, publicado no último artigo. No entanto, algumas hipóteses pertinentes foram colocadas em publicações de outros, tais como:

  • A melhoria da qualidade da água, que poderia muito bem explicar um aumento na última década, mas é improvável que explique um grande aumento desde o ano passado
  • Os golfinhos no rio são apenas um reflexo de um aumento no número da população total de golfinhos na costa portuguesa

A última é intrigante e no nosso último passeio, conseguimos colocar alguma luz sobre este assunto. Através da foto-identificação, conseguimos corresponder positivamente pelo menos metade dos 21 indivíduos identificáveis desde o último avistamento. Esses indivíduos foram avistados juntos em julho de 2019, a apenas 1 hora de natação da foz do Tejo. Podemos assim concluir que estes golfinhos são indivíduos que já costumam usar a área, são locais por assim dizer.

‘grupo central’ em 2019

Não se pode afirmar que seja sempre o mesmo grupo que visita o rio Tejo, mas os dados apontam para que pelo menos um ‘grupo central’ de indivíduos estão na grande maioria dos avistamentos no rio Tejo em 2020. Deve se referir que todos estes indivíduos do ‘grupo central’ foram avistados todos juntos em 2019.
O DD12 é um dos indivíduos mais avistados, devido ao conspícuo ferimento no bico

Who are the Lisbon Dolphins?


Dolphins had been frequently sighted in the Tagus river for 50 days now. It has been incredible the day by day frequency that common dolphins are seen so close to the city centre.

‘Core group’ in 2020

During this time it is clear that all these sightings were just a visit, as the groups quickly return to the Sea after a meal in the river. These are in agreement with the data from past years, only with the higher frequency.
There are many reasons that could explain this phenomenon and most likely it will not be just one. We keep a firm position on the food source hypothesis as the heaviest factor, published on the last article. However some pertinent hypothesis had been put on publications from others, namely:

  • The improvement of water quality, which could very well explain an increase over the past decade, but unlikely to explain a large increase since the past year
  • The dolphins in the river are just a reflection of an increase in the numbers of the overall population of dolphins in the Portuguese coast

The last one is puzzling and on our last tour we managed to put some light on this subject. Through photo-ID we managed to positively match at least half of the 21 identifiable individuals from the last sighting. These individuals were all sighted together in July 2019, just 1 hour worth of swim from the mouth of the river. We can conclude that these dolphins are locals that had been around for few time.

‘Core group’ in 2019

It can not be implied that it is always the same group visiting the Tagus river, but data points towards that at least that a ‘core group’ of individuals is on the large majority of the sightings in the Tagus river in 2020. It is to be noticed that all of these ‘core group’ individuals were sighted together in 2019.
DD12 is one of the most sighted individuals, as the wound in the beak is easily recognisable